As promessas da Telemedicina

Uma visita ao médico pode representar o aumento dos custos diretos que são compreendidos em despesas relacionadas aos cuidados com a saúde, remuneração dos profissionais, pagamento de medicamentos, exames complementares, entre outros. E dos custos indiretos que equivalem aos gastos com deslocamento, alimentação, a ausência no trabalho  e o tempo de espera pelo atendimento.

Um estudo da Universidade de Pittsburgh em parceria com a Harvard Medical e da RAND Corporation apontou que o tempo de viagem para uma consulta médica pode levar horas – na maioria dos casos interrompendo o trabalho ou estudos, e apenas 17% dele – 20 minutos, em média, é efetivamente gasto para ver o médico.  Além de indicar, que em um ano, os americanos gastaram aproximadamente 2,4 bilhões de horas fazendo visitas aos médicos.

A telemedicina vem como uma importante promessa de oportunizar uma saúde conectada, contribuindo para a transformação digital do setor e inclusão dos pacientes.

Mercy, uma rede de saúde com sede em St. Louis com hospitais em quatro estados, construiu o que é tido como o primeiro centro autônomo do mundo para a telemedicina: Mercy’s Virtual Care Center lançado em outubro de 2015, é o primeiro que apresenta o conceito “hospital sem camas”.

Considerado uma aposta de US $ 54 milhões, Mercy cuida de pacientes remotamente 24 horas por dia através do seu uso de programas de telemedicina. Um novo programa piloto Mercy Virtual é focado em cuidados remotos para pacientes em suas casas, esse modelo inicial conta com 250 pacientes com doenças crônicas complexas.

A telemedicina ainda encontra resistência, uma vez que nem todos acreditam que a tecnologia de cuidados virtuais tem um espaço em cuidados de saúde, e a maior preocupação citada é a continuidade dos cuidados e a efetiva participação dos médicos de atenção primária.

Em um comunicado Mercy declara que trabalha em estreita colaboração com os médicos de atenção primária dos pacientes e tenta manter as pessoas com o mesmo responsável tanto quanto possível.

O compromisso da telemedicina não é apenas fazer a mesma coisa de forma remota, e sim aumentar o acesso aos cuidados de saúde, reduzir os custos de saúde, gerar receita e quem sabe apoiar a transição para o cuidado baseado em valor

Uma jornada que está apenas começando!


Fonte: Saúde Bussiness


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